
Colisão frontal entre caminhão boiadeiro e carro de passeio deixou duas vítimas mortas, na BR-262, a 50 km de Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (26).
O acidente aconteceu no km 285, próximo da cidade de Ribas do Rio Pardo. O motorista do caminhão, com placas de Sidrolândia, contou que seguia da Capital sentido a Três Lagoas, quando tentou uma ultrapassagem. Ao perceber que não daria tempo, jogou o caminhão para o acostamento do sentido contrário.
Contudo, a condutora de um Fiat Uno preto, placas de Campo Grande, também jogou para o acostamento e os veículos colidiram de frente. Após, saíram da pista e foram parar na entrada de uma fazenda. O Uno era ocupado por Jéssica da Silva Soares, de 38 anos, que era a condutora do veículo e Bruna. Ambas morreram na hora. O caminhoneiro de 44 anos saiu ileso do acidente.
Apesar de não haver sinalização horizontal que proíbe ultrapassagem naquele trecho, devido obras na rodovia, segundo a delegada Tainá Borges, da delegacia de Ribas do Rio Pardo, há uma placa a 200 metros do local do acidente de ultrapassagem proibida. O motorista deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de causar morte.
Vítimas
As mulheres que morreram em colisão frontal, eram amigas e seguiam de Ribas do Rio Pardo à Campo Grande após entregar marmitas para a empresa onde trabalhavam. A informação foi confirmada pela dona do restaurante, Elizangela Ferreira. As famílias das vítimas já foram informadas sobre o trágico acidente.
Elizangela contou que Jéssica da Silva Soares, trabalhou na marmitaria por oito meses, saiu e retornou há cerca de 15 dias. Ela tinha experiências nas viagens. "A gente faz entrega em Ribas há mais de anos, ela sempre vai. É motorista antiga, viaja para todo lugar", lamenta a empresária.
Jéssica conduzia o Fiat Uno da empresa, acompanhada de uma amiga, também funcionária do restaurante, identificada apenas pelo primeiro nome, Bruna. "Não sabíamos que a Bruna estava junto, acreditamos que ela seguia para fazer companhia", pondera Elizangela.
Bruna era cozinheira na marmitaria e chegou há uma semana na Capital, segundo Elizangela, "para recomeçar a vida". Ela era natural do estado do Maranhão.



