
Um grupo pessoas procurou a Delegacia de Polícia Civil de Santa Rita do Pardo para registrar um Boletim de Ocorrência denunciando um suposto golpe de estelionato. As vítimas afirmam que adquiriram pacotes de viagem para uma excursão com destino à praia, na cidade de Itapema, em Santa Catarina, mas o passeio não aconteceu.
Conforme o boletim de ocorrência, uma das vítimas relatou que pagou R$ 2 mil pelo pacote de viagem, que incluía transporte de ônibus e hospedagem. O pagamento foi realizado via PIX. O organizador da excursão foi identificado como Hugo Vinícius Silva, conhecido na cidade por promover viagens ao litoral. A data da viagem estava marcada para 31 de janeiro, mas Hugo não entrou em contato com os passageiros na data combinada.
No dia 2 de fevereiro, o organizador enviou mensagens informando que a viagem havia sido cancelada por "motivos pessoais" e prometeu reembolsar os valores até o dia 10 de fevereiro. No entanto, a promessa não foi cumprida. Posteriormente, Hugo bloqueou o contato dos passageiros e desapareceu da cidade. Sua esposa, que também estaria envolvida na organização da excursão, afirmou que não sabe do paradeiro dele.
Diante da situação, o grupo procurou a Delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. Segundo relatos, aproximadamente 50 pessoas das cidades de Santa Rita do Pardo e Bataguassu foram prejudicadas pelo ocorrido.
Ao ser contatado pelo Jornal Cenário MS, Hugo Vinícius Silva se manifestou e alegou que o cancelamento da viagem ocorreu devido ao agravamento da saúde de seu pai, que faleceu no período em que a excursão estava programada para acontecer.
Segundo Hugo, ele organiza excursões há nove anos e esta seria sua 12ª ou 13ª viagem. Ele explicou que, inicialmente, a viagem ocorreria em 8 de janeiro, mas, devido à piora do estado de saúde de seu pai, optou por adiá-la para 31 de janeiro. Entretanto, até essa data, diversas pessoas desistiram da excursão, o que comprometeu o custeio do pacote.
Hugo também relatou que sofreu ameaças e ataques em redes sociais, o que o levou a se afastar temporariamente da internet. Ele afirmou que agora está buscando resolver a situação por meio de um advogado, que estaria negociando acordos individuais para o reembolso dos valores pagos pelos clientes. Segundo ele, o prazo para as devoluções é de dois meses.
A Polícia Civil segue apurando o caso para verificar se houve, de fato, crime de estelionato.