
O bloqueio do tráfego de veículos pesados em duas pontes da rodovia MS-040, localizadas nos quilômetros 205 e 223, no município de Santa Rita do Pardo, tem provocado alterações no fluxo de transporte e na rotina das propriedades rurais da região. A restrição começou no dia 4 de setembro e proíbe a passagem de carretas e caminhões pelos trechos afetados. O trânsito no local flui exclusivamente para veículos leves, operando pelo sistema "Pare e Siga". Até o momento, não há previsão para a conclusão dos trabalhos de reparo nem para a liberação total da pista.
De acordo com levantamento do Sindicato Rural de Santa Rita do Pardo, a interdição causou prejuízos imediatos às operações agropecuárias do município. Entre os problemas relatados estão a paralisação no embarque de gado com destino a frigoríficos e atrasos na entrega de suprimentos essenciais para as fazendas, como óleo diesel e calcário. A entidade apontou que o comunicado oficial da concessionária Caminhos da Celulose foi emitido no dia 6 de setembro, dois dias após o início do bloqueio, enquanto a adequação logística das propriedades exigiria um aviso prévio de pelo menos 15 dias.
Durante a restrição, moradores e produtores locais relataram ter observado a passagem pontual de carretas carregadas pelas pontes interditadas, levantando questionamentos sobre a fiscalização. Em resposta, a concessionária Caminhos da Celulose, que administra o trecho desde fevereiro, informou que a interdição foi adotada em caráter emergencial após a identificação de problemas na estrutura das pontes, com o objetivo de garantir a segurança dos usuários.
A empresa negou a concessão de autorizações especiais para a travessia de veículos pesados e declarou que os casos registrados referem-se a condutores que furaram os bloqueios físicos de forma irregular. Para coibir as infrações, a concessionária informou ter instalado lombadas, novas barreiras e reforçado a fiscalização no local. A Caminhos da Celulose anunciou ainda a ampliação da sinalização orientativa com painéis luminosos na saída de Campo Grande e no entroncamento com Bataguassu. Como rota alternativa para o tráfego de cargas, a recomendação é utilizar as rodovias BR-267 ou BR-262.
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