
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Santa Rita do Pardo, desta segunda-feira, dia 20 de outubro, elevou o tom das discussões sobre a infraestrutura da cidade. O debate, focado em saneamento básico, expôs relatos de retorno de esgoto para o interior de residências e uma escalada na tensão política entre o Legislativo e membros do Executivo, com o conflito extrapolando o plenário e chegando a grupos de WhatsApp.
Durante o uso da Tribuna Livre, a vereadora Silmara Souza Braga (PP), classificou o cenário enfrentado por parte da população como "desumano" e "desagradável". Segundo a vereadora, a chegada do período chuvoso agrava a situação de moradores em ruas que ainda não possuem rede de esgoto. Ela relatou que o enchimento das fossas sépticas estaria causando o retorno de dejetos pelos ralos das residências.
Silmara cobrou atenção especial do Poder Público para o problema e solicitou a aquisição de dois equipamentos de limpa-fossa. A vereadora argumentou que a medida evitaria a interrupção do atendimento à população caso um dos veículos de manutenção apresente problemas.
O tema da infraestrutura e dos impactos das chuvas já havia sido central na sessão anterior. Na ocasião, a vereadora Teresa Dias da Silva Souza (PSDB) cobrou publicamente o Secretário de Obras, Roberto Barbote, sobre a falta de um sistema de drenagem no bairro Santa Luzia, um problema que, segundo ela, persiste há três anos e obriga moradores a usarem tábuas para acessar as casas.
O ponto central da cobrança anterior foi a afirmação de Teresa Souza de que o próprio secretário teria informado, há cerca de um ano, que o projeto de drenagem estava finalizado e haveria "dinheiro em caixa" para a obra.
Contudo, conforme publicado pelo jornal Santaritense e debatido em redes sociais, o Secretário de Obras contradisse a vereadora. Roberto Barbote afirmou no grupo de WhatsApp "Boca do Povo" que todo o bairro Santa Luzia já possui sistema de drenagem e que, por essa razão, "não tem nenhum projeto nem obra para este bairro", por considerar a infraestrutura já implementada.
A divergência de informações escalou, conforme relatou a vereadora Teresa Souza na sessão desta semana. A parlamentar afirmou que, após a repercussão de sua fala, o secretário teria recorrido ao grupo de WhatsApp para afirmar que ela estaria mentindo.
Teresa Souza usou a tribuna para se defender, declarando que nunca mentiu e que seu papel de fiscalização visa "ajudar meu prefeito" com as reivindicações da população, cumprindo seu mandato.
A situação, segundo a parlamentar, evoluiu para ataques de cunho pessoal no mesmo grupo de mensagens. Ela relatou que um "indivíduo desorientado" teria sido adicionado ao debate com o propósito de "degrinir (denegrir) a imagem da minha família".
A vereadora manifestou indignação ao revelar que o indivíduo classificou sua família como "um câncer em Santa Rita do Pardo", termo que ela considerou "muito pesado" e sobre o qual alertou para consequências éticas. A parlamentar também mencionou outras formas de "maldade" política que teria sofrido no passado, como a suposta tentativa de prejudicá-la com uma "colinha" em sua urna durante a eleição.
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