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Câmara de Santa Rita do Pardo debate prejuízos e possibilidade de protesto por bloqueio na MS-040

Restrição a veículos pesados nos km 205 e 223 afeta comércio e agropecuária local; parlamentares questionam medida da Caminhos da Celulose e citam aumento de até 200 km em rotas de desvio.

Por: Mariano Junior Fonte: Redação Santaritense
22/09/2026 às 20h57
Câmara de Santa Rita do Pardo debate prejuízos e possibilidade de protesto por bloqueio na MS-040
José Messias de Souza - Foto Câmara municipal de Santa Rita do Pardo

A interdição para veículos pesados em duas pontes localizadas nos quilômetros 205 e 223 da rodovia MS-040 foi o tema central da 29ª Sessão Ordinária da 10ª Legislatura da Câmara Municipal de Santa Rita do Pardo. O debate reuniu parlamentares para tratar dos impactos econômicos no município decorrentes da proibição do tráfego de caminhões de grande porte promovida pela concessionária Caminhos da Celulose.

​Durante a sessão, o vereador José Messias de Souza contestou a decisão técnica da empresa, alegando que inspeções visuais feitas por moradores indicam que a base da estrutura aparenta estar intacta.

"Eu preciso que o engenheiro mande um laudo para nós para falar daquela ponte. Fizeram uma filmagem na ponte por baixo, ela tá intacta. A ponte não tem problema nenhum, aguenta mais de 20 anos. Por que interditaram para passar caminhão pesado? Eu quero que o engenheiro dessa empresa faça um laudo para provar onde tá estragada"

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cobrou o parlamentar.

Ponte parcialmente interditada na MS-040 entre Santa Rita do Pardo e Campo Grande - foto Caminhos da Celulose 

Ele também questionou os interesses envolvidos no ritmo das obras e no bloqueio:

"Será que é porque eles estão com usina de concreto muito grande, mais de 20 caminhões caçamba fazendo recapeamento? Eles não querem que os caminhões passem para, ligeiro, cobrar pedágio o mais rápido possível?".

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​Os reflexos no comércio local e na pecuária também integraram a pauta.

"A nossa cidade parou... os borracheiros tudo parado, um transtorno pra cidade. Restaurante, hotel, os fazendeiros e produtores rurais não podem passar os caminhões para trabalhar",

relatou José Messias. Devido ao bloqueio, a rota de desvio obrigatória pela região de Casa Verde e BR-267 acrescenta entre 90 km e 200 km por dia às viagens do transporte de cargas. Outro vereador interveio no debate para ilustrar o impacto no setor agropecuário:

"Tem caminhoneiros com bois tendo que dar uma volta de 200 km por dia perdido. Quem vai pagar esse prejuízo?".

​A ausência de um cronograma oficial para a liberação da pista fez com que o vereador José Messias defendesse a organização de uma nova manifestação com bloqueio no trevo de acesso à cidade, com o objetivo de buscar a instalação de uma ponte metálica móvel.

"Nós vamos ver uma legalidade para nós fechar aquilo ali... E nós só vai sair daquele trevo a hora que chegar um responsável e falar: 'em tantos dias a ponte está liberada'. Porque até agora nós não temos uma resposta dessa empresa irresponsável", declarou.

​O vereador Tafarel concordou com a gravidade do cenário, mas fez alertas quanto ao planejamento logístico na eventualidade de um novo bloqueio rodoviário.

"Se não tiver uma alternativa para realmente parar esse caos que tá a cidade, nós temos que fazer uma mobilização muito grande. Mas precisamos nos preparar. Se causar um engarrafamento, precisa de assistência de ambulância, da Polícia, distribuindo água, vendo os carros com pessoa de idade, criança recém-nascida para soltar. Se morrer alguém, quem fechou tem que assumir o B.O. A coisa é séria", pontuou.

​Em nota, a concessionária Caminhos da Celulose reiterou que a intervenção nas pontes possui caráter estrutural e emergencial. A empresa informou que atua para viabilizar uma liberação parcial da pista com segurança e que fará o reforço da sinalização na região nos próximos dias.

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