
A Câmara Municipal de Santa Rita do Pardo (MS) debateu, durante a 32ª Sessão Ordinária, a situação da malha viária rural do município e a responsabilidade das empresas do setor de eucalipto na manutenção das vias. Durante as deliberações, parlamentares apontaram que a circulação de veículos pesados de companhias florestais, como Bracell e Suzano, tem provocado danos estruturais em estradas vicinais e pontes da região, e propuseram a realização de uma audiência pública para discutir medidas reparações e contrapartidas formais.
Segundo o vereador Edmilson Bezerra, tratativas prévias intermediadas pelo Poder Executivo municipal não resultaram em acordos efetivos com as empresas florestais. O parlamentar destacou que o fornecimento pontual de cascalho pelas companhias é insuficiente para cobrir as demandas da malha viária e afirmou que as intervenções de manutenção realizadas pelas corporações têm se restrito aos trechos que dão acesso direto às suas áreas de colheita e transbordo.
Entre as principais queixas apresentadas no plenário está a manutenção da frota pesada em circulação durante períodos de chuvas intensas. Parlamentares relataram que veículos de tração integral continuam trafegando por rotas vicinais, como a via Julião Maia, provocando a degradação do leito das estradas e dificultando a passagem de veículos de passeio, o que afeta o deslocamento de moradores e trabalhadores locais.
Durante a sessão, o vereador Cristiano João Marques relatou transtornos causados pelo bloqueio de canais de drenagem nas vias rurais. De acordo com o parlamentar, intervencionismos nas margens das estradas têm obstruído valas abertas pela prefeitura para o escoamento de águas pluviais, ocasionando alagamentos em pontos específicos. O vereador informou que seu veículo particular sofreu avarias mecânicas ao transitar por um trecho inundado.
Diante da extensão da rede viária rural do município, estimada em cerca de 4 mil quilômetros, a presidência da Câmara acatou a proposta de convocação de uma audiência pública. O encontro tem como objetivo reunir representantes das empresas do setor florestal, gestores públicos e a comunidade para definir cronogramas de cascalhamento, diretrizes para a manutenção preventiva das rotas e a reparação dos impactos logísticos decorrentes das atividades industriais na zona rural.
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