
A crise no tráfego da rodovia MS-040, no município de Santa Rita do Pardo, completou quase dez dias de interdição para veículos pesados e foi pauta de debates na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta quarta-feira (23). O deputado estadual Pedro Arlei Caravina (PSDB) apresentou um requerimento formal com cobranças à concessionária Caminhos da Celulose e à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS).
O bloqueio está localizado no quilômetro 205 da via e impede a circulação de caminhões sob a alegação de problemas na estrutura de uma ponte. O trecho opera no sistema "Pare e Siga" apenas para veículos leves. Durante pronunciamento no plenário, o parlamentar apontou a ausência de intervenções físicas e de prazos definidos por parte da concessionária para o reparo do local. A empresa informou que a avaliação técnica sobre as necessidades do trecho está prevista para o dia 25.
O requerimento formalizado por Caravina engloba seis questionamentos diretos direcionados à empresa e ao órgão regulador, solicitando o envio dos laudos técnicos da ponte afetada e o reforço da fiscalização do contrato de concessão. Entre as medidas requeridas, consta o pedido para a avaliação de instalação de uma estrutura móvel ou provisória na lateral da pista, visando restabelecer a circulação do transporte de cargas e insumos na região.
A restrição do tráfego tem gerado impactos na dinâmica econômica local e manifestações no município. Segundo relatos apresentados por vereadores de Santa Rita do Pardo, os motoristas que realizam o transporte de produção precisam utilizar rotas alternativas pelas rodovias BR-267 e pela região de Casa Verde, o que acrescenta até 200 quilômetros aos trajetos diários. A mudança na rota atinge o comércio local e as operações de embarque de frigoríficos.
A insatisfação com a paralisação do trânsito motivou protestos anteriores com a participação de produtores rurais e representações políticas locais, os quais contaram com acompanhamento da Polícia Militar. Diante da permanência do bloqueio sem o início das obras, lideranças locais avaliam a realização de novas manifestações no trevo de acesso à cidade caso não haja definição sobre o início dos reparos ou a implantação de uma solução temporária de travessia.
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